terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CREDIBILIDADE, VIRTUALIDADE E INFORMAÇÃO


VIRTUALIDADE

Com o desenvolvimento das comunicações computadorizadas em rede, se popularizaram os termos "virtual" e "virtualidade". Popularmente, chama-se "virtual" tudo aquilo que diz respeito às comunicações via Internet.Um dos mais conhecidos autores a tratar do tema é o francês Pierre Lévy. Em seu livro "O que é o virtual?", ele define:"o virtual não se opõe ao real, mas sim ao actual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objecto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a actualização." (LÉVY, 1996, p.16) Lévy compara o virtual a um problema muito complexo ou a um acontecimento que precisa de uma solução. Esta solução é proporcionada pela atualização, que vem a ser o inverso da virtualização. Completando seu raciocínio, diz que a virtualização consiste em uma passagem do atual ao virtual, em uma "elevação à potência" da entidade considerada. A virtualização não é uma desrealização (a transformação de uma realidade num conjunto de possíveis), mas uma mutação de identidade. Ele afirma que "a palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivado, por sua vez, de virtus, força, potência. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado, no entanto, à concretização efetiva ou formal", ou seja, é algo que não existe na forma física. Pode-se afirmar que o virtual é uma realidade que veio facilitar a vida do ser humano, pois através do virtual, que se encontra num suporte material (o computador), é possível obter várias informações (interagir) com outras pessoas.



CREDIBILIDADE E INFORMAÇÕES NA INTERNETA

Internet possui uma enorme virtude e um enorme problema. A grande virtude é ser a mais imensa base de dados de fácil e rápido acesso já vista na história da humanidade. Qualquer pessoa de qualquer lugar pode acessar praticamente todo o tipo de informação, de forma anônima, desde que garantido o acesso físico. Essa incrível facilidade carrega um grande efeito colateral: como selecionar a informação obtida? Como distingüir uma página séria, construída com critério e honestidade de outra feita por um amador descuidado ou desonesto? Aparentemente poucos internautas se preocupam em saber quem administra ou é o responsável pelo conteúdo que eles acessam. É como comprar um medicamento que não possui o nome da indústria que o fabrica.A excessiva preocupação com a "obrigação" de veicular uma notícia a cada segundo na Internet opõe-se ao bom e velho conceito do jornalismo de investigação, apuração e veracidade das informações. A informação dita online encontra-se geralmente dividida em pequenos módulos padronizados. (...) o texto dos jornais acessíveis através do Minitel [sistema francês de comunicação] parece mais com notas de agências do que com análises profundas de uma situação. Não é de se espantar o fato de a nova mídia estar repleta de sítios que se dizem noticiosos, veiculando informações nem sempre confiáveis e, mais do que isso, lixos imediatistas. Como Harvey definiu a produção em larga escala de notícias sensacionalistas: É a volatilidade da era do descartável, que, "mais do que jogar fora bens produzidos (criando um monumental problema sobre o que fazer com o lixo)", significa "ser capaz de atirar fora valores, estilos de vida, relacionamentos estáveis"(...) Felizmente alguns jornalistas ainda valorizam a qualidade das informações em detrimento da competição com relação à divulgação das notícias em primeira mão. Sempre haverá espaço para as pessoas que falam: não estamos preocupadas em dar a notícia em primeira mão, mas sim em dar corretamente. Os consumidores de notícias estão mais interessados na qualidade da informação não importa se está no New York Times, no Wall Street Journal, Los Angeles Times ou Washington Post - tem que manter a qualidade enquanto está sendo mais rápido e melhor do que o outro jornal. Mas se sucumbir à pressão da competitividade e sacrificar a qualidade, a empresa de comunicação estará traindo seus leitores. Podemos citar um exemplo interessante sobre esta questão da credibilidade das informações veiculadas na Internet com a propaganda que o Globo on line apresenta atualmente. A mensagem é: não basta publicar uma notícia na Internet, deve-se manter a ética profissional de investigação e apuração do fato assim como se faz para qualquer mídia.

Os passos necessários para aumentar a credibilidade um site de Internet :
- Mostrar que existe uma empresa real por detrás do site de Internet;
- Indicar dados sobre a empresa, a sua história, os seus proprietários os seus contactos;
- Apresentação de testemunhos de clientes, sempre que possível;
- Site com design profissional;
- Mostrar que a sua empresa é uma empresa respeitada no mercado;
- Incluir artigos e páginas de informação detalhada sobre os produtos e serviços que vende.



Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Virtual
http://www.microbiologia.vet.br/Criterios.htm
http://www.jornalismonainternet.hpg.ig.com.br/novamidia/credibilidade.htm
http://blog.softinmotion.pt/2006/11/credibilidade-na-internet.html

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